CREA-DF

A Fiscalização do Crea-DF na palma da mão 

O Crea-DF realizou nessa quarta-feira (12/12), em seu auditório, o lançamento do aplicativo “Crea-DF-Cidadão”, disponível para todos no Google Play e App Store, para que profissionais e a sociedade possam encaminhar diretamente pelo celular o endereço e ou dados de obras e serviços irregulares.

Última modificação em Sexta, 14 Dezembro 2018 12:53
Terça, 11 Dezembro 2018 18:29

Engenharia necessária

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Fátima Có, presidente do Crea-DFNo 11 de dezembro, comemora-se o Dia do Engenheiro, profissional de importância inegável na jornada civilizatória.

Basta olhar com um pouco de atenção e percebemos as mãos e o talento dos engenheiros nas pequenas e nas grandes coisas do cotidiano. Estão presentes desde as fundações sobre as quais repousam nossas casas, à energia que dá suporte às nossas tarefas e sonhos a realizar, até à sofisticada engrenagem dos aviões, lá no alto, que nos conduzem com segurança pelo planeta, entre tantas chegadas e partidas.

No ar, no subsolo, no mar, no campo, na cidade, é fato: não tem jeito de dissociar a vida da engenharia. Isso posto, é justo e imperativo que valorizemos essa ciência-arte e seus profissionais para que eles tenham garantidos o apoio e o reconhecimento necessários para que continuem na missão de tornar a vida de todos mais fácil, com mais qualidade, e o nosso mundo um lugar cada dia mais seguro, confortável e sustentável.

No entanto, o natural e esperado reconhecimento da relevância dos engenheiros e de seus feitos nem sempre acontece, na prática.

Por diversas razões, no Brasil, a engenharia – considerada pelos países mais ricos e de maior IDH como peça-chave do desenvolvimento –, volta e meia se encontra no turbilhão de nossas intermitentes crises, as quais têm, na base, muito da falta de planejamento dos governos, e muitíssimo do descaso do meio político em relação à técnica e à ciência nacionais.

Falta, em primeira e última instâncias, um projeto de Nação, de longo prazo, que contemple e conte com os engenheiros – cérebros e mãos preparados para servir e conduzir a sociedade nas trilhas do desenvolvimento.

Tal descaso e insensibilidade com a área tecnológica, reiterados por tanto tempo pelos nossos governantes, sem dúvida contribuiu para que chegássemos ao atual cenário de grande desemprego e de subaproveitamento de nossos valiosos profissionais engenheiros. No ‘pacote letal’ que tivemos de absorver nos últimos anos, listam-se a falta de investimentos em setores estratégicos como infraestrutura, a corrupção generalizada, a precarização das universidades, e um ambiente hostil à inovação e ao empreendedorismo. Sinônimo de inovação, desnutrida, sangrou a engenharia junto com o País.

Em recente evento realizado em Brasília, que contou com o apoio do Crea-DF e do Confea, entre outras instituições, o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, declarou ter “plena consciência” de que a infraestrutura do País parou de crescer. “Vamos precisar da expertise da engenharia brasileira, que é exemplo, para nos desenvolvermos”, disse o militar à plateia formada por cerca de 400 pessoas ligadas a diversos setores de infraestrutura, incluindo engenheiros, entidades de classe e autoridades.

De infraestrutura à recuperação dos empregos, os desafios do novo governo já começam enormes. Mas, testemunha das palavras do novo vice-presidente, e em acordo com elas, registro: será somente com a vocação, a criatividade e a dedicação das engenheiras e dos engenheiros brasileiros que as engrenagens do País voltarão a funcionar.

A todos nós, feliz dia do profissional que faz o futuro.


Engª. Fátima Có
Presidente

Última modificação em Terça, 18 Dezembro 2018 13:10

Anualmente é realizada pelo Sistema Confea/Crea e Mútua a Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea), com o objetivo de discutir os principais assuntos técnicos, legislativos e referenciais das diversas categorias da área tecnológica, bem como de alinhar o entendimento sobre a atuação e as estratégias dos Conselhos e da Caixa de Assistência - Mutua.

Última modificação em Terça, 28 Agosto 2018 18:41

Na noite de abertura da 75ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea), o Sistema Confea/Crea e Mútua rendeu homenagens a 24 profissionais e três instituições como reconhecimento das contribuições relevantes ao progresso da ciência, da tecnologia, das artes e ao desenvolvimento socioeconômico do Brasil.

Última modificação em Quarta, 22 Agosto 2018 19:48

Inscrições abertas para o Seminário de Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social

Evento será no Crea-DF, no dia 15 de agosto, e debaterá programas governamentais de assistência técnica e Cartão Reforma. Inscrições são gratuitas, porém limitadas

Brasília, 9 de agosto de 2018.

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Distrito Federal (Crea-DF) irá sediar no próximo dia 15 de agosto o Seminário de Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social. Com realização do Confea, do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) e apoio do Crea-DF, o evento tem inscrições gratuitas, porém limitadas.

 Durante a reunião do Colégio de Presidentes, em Belo Horizonte, no dia 1º de agosto, o presidente do Crea-AL- anfitrião da 75ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea) – , Fernando Dacal, antecipou o nome de duas atrações da Semana. O jornalista, filósofo e professor da Universidade de São Paulo (USP) Clóvis de Barros Filho e o professor e difusor de conceitos e atividades ligadas à inovação, Gil Giardelli. Dois nomes de repercussão nacional que vão palestrar para os participantes.

Última modificação em Segunda, 13 Agosto 2018 18:23

Levar apoio, incentivo e oportunidades aos profissionais e, principalmente, aos estudantes que veem na iniciativa um meio para a difusão e a ampliação de seus estudos e projetos. Essa é uma das prerrogativas do Prêmio Mútua/Anprotec de Inovação e Empreendedorismo, que agora em 2018 chega à sua terceira edição.
Agradecendo as dezenas de inscrições que recebeu, a Mútua comunica o resultado do Prêmio, cujas avaliações técnicas dos projetos foram conduzidas por uma banca especializada, com profissionais indicados pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec):

1º Lugar

LiaMarinha – Tecnologias Sustentáveis para Águas e Efluentes, de autoria do engenheiro civil, de Viçosa (MG), William Fernando de Almeida Pessôa. Trata-se de uma startup de base tecnológica que trabalha com o desenvolvimento e aplicação de biotecnologias ecológicas e sustentáveis para a melhoria e conservação das águas. O sistema tem a capacidade de melhorar a qualidade das águas, através de uma solução replicável, escalável e que pode ser aplicada em conjunto as estações de tratamento de águas e efluentes, diminuindo custos e aumentando da eficiência. Também envolvidos no projeto, temos os profissionais Claudineia Lizieri (coordenadora de P&D), bióloga e pós-doutorada em Fitorremediação, Denise Dávini (coordenadora de Biotecnologia), engenheira de Bioprocessos, e Keller Haddad (coordenador de Projetos), arquiteto urbanista. Saiba mais sobre o projeto em:
https://youtu.be/Pc-Wq5E-wJE
https://youtu.be/iZOJYX0WaKc
https://youtu.be/fv4xD_ZfEtc

 

2º Lugar

Amana Katu – Negócio social de universalização do acesso à água na Amazônia por meio de tecnologia sustentável de captação de água da chuva, de autoria do mutualista e engenheiro de Produção, de Belém (PA), Wilson Antonio Ferreira Costa. O primeiro diferencial do projeto reside em sua inovação estrutural. Por ser um negócio social, o Amana Katu se destaca de seus concorrentes ao oferecer uma oportunidade de geração de renda a um grupo de jovens em situação de vulnerabilidade social. Os jovens recebem capacitações para montar os sistemas, além de ter acesso ao Programa Individual de Desenvolvimento, a fim de aprimorar suas habilidades interpessoais e de empreendedorismo. A proposta conta, ainda, com o trabalho dos empreendedores sociais do Time Enactus UFPA, Noel Amadeus Orlet (estudante de Direito), Maria Luiza Pinto Picanço (estudante de Direito), Edson Jesus dos Santos Leão (estudante de Engenharia Civil), Samara Cristina de Paiva Souza (estudante de Engenharia Sanitária e Ambiental), Isabel Cruz Pinheiro (estudante de Biotecnologia), Maitê Silva Martins Marçal (estudante de Engenharia Biomédica), Gilson Emanuel Pinto Peixeira (estudante de Engenharia Civil), Leandro Magno Fialho (estudante de Direito) e Erick Matheus Nery Silva (estudante de Jornalismo e Relações Internacionais).

 

3º Lugar

HelpHome – Aplicativo para contratação de serviços domésticos, de autoria da graduanda em Engenharia Civil, de Goiânia (GO), Michelle Alves de Souza. Um meio para a contratação de serviços domésticos através de aplicativos para celular. Inicialmente será disponibilizado um único produto/serviço, que é a contratação de diaristas para limpeza geral da residência. O diferencial é a facilidade em contratar os serviços, já que será trata-se de um meio acessível à população, de fácil entendimento e utilização. A equipe do projeto conta com mais três integrantes: Igor Lima Chaves, engenheiro mecânico, Ramon Simão Soares, estudante de Engenharia Civil, e Kayo Fernandes Pimentel, engenheiro de computação.

Os três autores selecionados serão levados para a 75ª Soea, que será realizada de 21 a 24 de agosto próximo, em Maceió (AL), para apresentar seus projetos e receber os certificados de ganhadores do Prêmio Mútua/Anprotec de Inovação e Empreendedorismo 2018.

Última modificação em Quarta, 08 Agosto 2018 18:31
Quarta, 23 Mai 2018 18:51

Palavra da Presidente

Escrito por

A Serviço da Humanidade

Nossas profissões - a Engenharia e a Agronomia – estão presentes em praticamente todas as coisas e atividades do cotidiano. Da água que bebemos, à lâmpada que acendemos; do carro que nos transporta, à comida que chega à mesa, tudo tem, inerente, a técnica e o talento de agrônomos e engenheiros de todas as modalidades.

Pensemos: o que seria de um centro cirúrgico sem a engenharia que busca sem cessar a evolução dos equipamentos? E como ficaria nossa saúde, não tivéssemos o trabalho dos agrônomos para nos entregar alimentos adequados e garantir a segurança alimentar do planeta?

Muitas vezes, contudo, a importância do nosso trabalho não é percebida. Todos estão tão acostumados com as facilidades do dia a dia, que deixam de reconhecer a ciência e o trabalho que há por trás delas. Nesse “alheamento”, perde o profissional da área tecnológica que, por tabela, também deixa de ser reconhecido e consequentemente, valorizado.

No Brasil, não é raro a engenharia ser lembrada apenas na falta de alguma dessas facilidades, ou pior, apenas em situações de acidentes e catástrofes – quando ponte cai, a barragem rompe, o edifício desaba ou o frigorífico é interditado.

Dado esse contexto, se desejamos a tão procurada valorização profissional – conjunto de fatores que começa com o reconhecimento da importância do nosso trabalho – é necessário que, ao invés de aguardarmos passivamente o momento dos próximos problemas e escândalos- e eles infelizmente, ainda acontecem -, busquemos todos, proativamente, a ampla e contínua divulgação do valor e do orgulho que temos de nossas profissões.

Seja nos pequenos espaços de convivência ou por meio de grandes campanhas, precisamos nos posicionar e mostrar ao mundo o que fazemos e os bons resultados de nosso trabalho. Precisamos lembrar as pessoas que a engenharia é o oxigênio da inovação e está no centro do desenvolvimento de qualquer país. Que só com a ciência agronômica será possível alimentar a humanidade.

A Lei 5.194/66, que regula o nosso exercício profissional, traz explícita logo no seu primeiríssimo artigo que as profissões dos engenheiros e agrônomos são caracterizadas pelas “realizações de interesse social e humano”. Isso pode parecer uma obviedade, mas é ponto importante a destacar. O que acontece é que, às vezes, foca-se demais na técnica e nas formalidades, e esquece-se do mais importante: pensar nos impactos e nas transformações que nosso trabalho pode ter e gerar na sociedade.

A técnica e o senso de servir às pessoas não podem andar dissociados. Por isso a importância de humanizar ao máximo nossas ações. Pensar não só nas sustentabilidades econômica de nosso negócio, obras, produtos e serviços, mas principalmente, nas sustentabilidades sociais e ambientais. Já dizia Gilberto Freyre que “sem um fim social, o saber será a maior das futilidades”.

Quando nossas profissões são exercidas sob bases humanistas, privilegiando o bem comum e o desenvolvimento sustentável que pensa nas gerações por vir, os resultados são inevitavelmente, muito mais relevantes e positivos para todos.

E é aliando essa consciência - interna - sobre nossa responsabilidade e missão no mundo, com a divulgação - externa – da importância e imprescindibilidade de nosso trabalho, que pavimentamos a estrada para o reconhecimento de nosso valor.

Fato é que a valorização de nossas profissões não veio e não virá por decreto. Porque ela não passa pela “obrigatoriedade”, mas sim pela “necessidade”. Quando a sociedade entender que estamos a serviço do seu bem estar, da sua integridade, não precisaremos ”impor” nossa presença; Reconhecidos como necessários, seremos naturalmente “convidados” a participar e a ocupar o lugar que merecemos: no centro das decisões que dizem respeito ao desenvolvimento das nações e a melhoria da qualidade da vida no planeta.

Fátima Có

Última modificação em Quarta, 23 Mai 2018 20:55

Conhecidos por muitos como verdadeiras obras de arte, as pontes e viadutos são de extrema importância para o desenvolvimento econômico e social de um país. Além do caráter funcional, muitas destas obras transformam-se em ícones das cidades e tornam referências das comunidades, como a Ponte JK, em Brasília, a Ponte Golden Gate, em São Francisco (EUA), a Ponte da Amizade, na divisa Brasil (Paraguai). As pontes se destacam ainda por permitir a ligação e integração entre cidades e regiões, ocasionando o fluxo da economia e mesmo o acesso rápido para evacuação no caso de desastres.

Última modificação em Quarta, 23 Mai 2018 13:25

Nessa quinta-feira (17) o Crea-DF foi convidado pela presidente da Comissão de Assuntos Fundiários da Câmara Legislativa (CAF), a deputada distrital Telma Rufino (PROS), para a apresentação do Projeto de Lei n° 1.988/2018, de autoria do Poder Executivo, que discute o Zoneamento Ecológico – Econômico do Distrito Federal (ZEE). O evento, marcado para às 9h na sala de reunião das Comissões, na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), contou com a presença da presidente do Crea-DF, Fátima Có, do Secretário de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade, que detalhou a proposta encaminhada à Casa.

Última modificação em Segunda, 28 Mai 2018 20:14
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