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Quinta, 10 Janeiro 2019 13:12

Aviso de 'risco de queda' espanta frequentadores da Biblioteca Nacional

Escrito por Correio Braziliense
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Um cartaz exposto com um aviso de 'risco de queda' está provocando desconfiança em quem passa pela Biblioteca Nacional de Brasília nos últimos dias. O papel está no local desde 31 de outubro do ano passado, quando uma chuva forte danificou parte do gesso do piloti. O peso da estrutura chegou a danificar uma porta de vidro da ala sul. O problema, segundo a direção, já foi corrigido. Porém, moradores de rua estão entrando por um buraco na estrutura para fazer necessidades básicas e, também, para manter relações sexuais. Funcionários temem que esse fluxo de pessoas cause novos estragos.

Segundo Lúcia Helena de Moura, gerente da administração da Biblioteca Nacional, com medo de a estrutura ceder, eles mantiveram os cartazes justamente para evitar que moradores de rua utilizassem o forro do pilotis. A gerente também se queixa da frequência constante desses moradores no espaço. ”Para o turista isso é extremamente desagradável, não é bonito de ver. Mesmo com isolamento e os avisos, as pessoas continuam dormindo e fazendo necessidades ali”, reclama.

A reportagem do Correio esteve no local. O buraco fica na área externa, mas isolado atrás de uma pilastra próximo de uma das entradas do prédio. O espaço que dá acesso ao furo fica bloqueado pelos materiais que os moradores de rua usam, como carrinhos de supermercado, guarda-chuva, panos, roupas, e até um colchão e travesseiros.

A estudante Marília Gabriela, 26, frequenta a Biblioteca todos os dias e conta que estava no local no momento exato em que a estrutura foi danificada. “Acredito que as obras foram bem realizadas, mas eu ainda me sinto preocupada porque eles não emitiram nenhuma informação a respeito da sustentação do prédio”, diz.

Paulo Caldas, 60, também reclama dos moradores de rua. “É um problema pontual, todavia, gera constrangimento, principalmente para maioria de nós, estudantes. Antes de entrar no meu carro eu tomo todos os cuidados possíveis. Dá pra verificar claramente que há muitos moradores de rua no local. Felizmente a polícia faz muitas rondas na área.”

A concurseira Juliane Vidal, 25, relata que faltou informação por parte a fundação. “Acredito que a obra não teve um reflexo negativo para quem vem pra cá estudar. O problema é que o estabelecimento não deu nenhuma instrução após o incidente. Não fiquei sabendo detalhes da obra, mas, no geral, o ambiente de estudos não foi diretamente afetado.”

O Iphan informou em nota que, em dezembro de 2018, foi feita uma vistoria na Biblioteca Nacional, que considerou a conservação do edifício satisfatória. Porém, foram encontrados alguns problemas de manutenção, entendidos como pequenos e de solução simples. Ainda segundo a pasta, as recomendações para o problema dos moradores de rua serão encaminhadas para a Secretaria de Cultura, responsável pelo prédio. A reportagem também procurou a Secretaria de Cultura para saber que medidas a pasta tomará para resolver o problema e aguarda uma reposta.


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