CREA-DF
Terça, 11 Dezembro 2018 18:29

Engenharia necessária Destaque

Escrito por Eng. Fátima Có
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Fátima Có, presidente do Crea-DFNo 11 de dezembro, comemora-se o Dia do Engenheiro, profissional de importância inegável na jornada civilizatória.

Basta olhar com um pouco de atenção e percebemos as mãos e o talento dos engenheiros nas pequenas e nas grandes coisas do cotidiano. Estão presentes desde as fundações sobre as quais repousam nossas casas, à energia que dá suporte às nossas tarefas e sonhos a realizar, até à sofisticada engrenagem dos aviões, lá no alto, que nos conduzem com segurança pelo planeta, entre tantas chegadas e partidas.

No ar, no subsolo, no mar, no campo, na cidade, é fato: não tem jeito de dissociar a vida da engenharia. Isso posto, é justo e imperativo que valorizemos essa ciência-arte e seus profissionais para que eles tenham garantidos o apoio e o reconhecimento necessários para que continuem na missão de tornar a vida de todos mais fácil, com mais qualidade, e o nosso mundo um lugar cada dia mais seguro, confortável e sustentável.

No entanto, o natural e esperado reconhecimento da relevância dos engenheiros e de seus feitos nem sempre acontece, na prática.

Por diversas razões, no Brasil, a engenharia – considerada pelos países mais ricos e de maior IDH como peça-chave do desenvolvimento –, volta e meia se encontra no turbilhão de nossas intermitentes crises, as quais têm, na base, muito da falta de planejamento dos governos, e muitíssimo do descaso do meio político em relação à técnica e à ciência nacionais.

Falta, em primeira e última instâncias, um projeto de Nação, de longo prazo, que contemple e conte com os engenheiros – cérebros e mãos preparados para servir e conduzir a sociedade nas trilhas do desenvolvimento.

Tal descaso e insensibilidade com a área tecnológica, reiterados por tanto tempo pelos nossos governantes, sem dúvida contribuiu para que chegássemos ao atual cenário de grande desemprego e de subaproveitamento de nossos valiosos profissionais engenheiros. No ‘pacote letal’ que tivemos de absorver nos últimos anos, listam-se a falta de investimentos em setores estratégicos como infraestrutura, a corrupção generalizada, a precarização das universidades, e um ambiente hostil à inovação e ao empreendedorismo. Sinônimo de inovação, desnutrida, sangrou a engenharia junto com o País.

Em recente evento realizado em Brasília, que contou com o apoio do Crea-DF e do Confea, entre outras instituições, o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, declarou ter “plena consciência” de que a infraestrutura do País parou de crescer. “Vamos precisar da expertise da engenharia brasileira, que é exemplo, para nos desenvolvermos”, disse o militar à plateia formada por cerca de 400 pessoas ligadas a diversos setores de infraestrutura, incluindo engenheiros, entidades de classe e autoridades.

De infraestrutura à recuperação dos empregos, os desafios do novo governo já começam enormes. Mas, testemunha das palavras do novo vice-presidente, e em acordo com elas, registro: será somente com a vocação, a criatividade e a dedicação das engenheiras e dos engenheiros brasileiros que as engrenagens do País voltarão a funcionar.

A todos nós, feliz dia do profissional que faz o futuro.


Engª. Fátima Có
Presidente

Última modificação em Terça, 18 Dezembro 2018 13:10

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