CREA-DF
Terça, 13 Novembro 2018 13:25

Uma questão de respeito

Escrito por Fátima Có
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As eleições acabaram e nós, brasileiros, já sabemos quem governará o País, os estados e o DF, e também quem vai ocupar as cadeiras do Congresso Nacional a partir de 2019.

Em pleno período de transição, os governos que findam abastecem os recém-eleitos com as informações necessárias para que estes possam começar a exercer suas funções nos próximos meses. Com tais dados, os novos dirigentes podem ter uma noção concreta da situação das políticas governamentais em curso e dos variados recursos disponíveis. Aos poucos, discursos e promessas de campanha vão encontrando o pragmatismo dos números e exigências concernentes aos cargos almejados e conquistados.

É justamente agora que, já subsidiados de realidade, os novos governantes devem dispor da ferramenta mais poderosa de qualquer gestor – e pouco levada a sério no País: o planejamento.

No Brasil continental dos inúmeros desafios econômicos e de infraestrutura, da desigualdade social e do desemprego acima de dois dígitos, planejar deveria ser verbo absolutamente imprescindível.

O planejamento é o alicerce do alicerce de qualquer ideia ou empreendimento. Pular essa etapa é jogar com a sorte, apostar no insustentável. Planejar é estratégico: nos permite saber para onde estamos indo e em que condições; antecipar problemas e prever a utilização de recursos compatíveis com o que pretendemos fazer.

Não há como avançarmos e tomarmos decisões acertadas sem planejamento. É imperativo que analisemos e projetemos cenários, avaliemos caminhos, tudo calcado em levantamentos, nos números, na técnica e na concatenação de dados e experiências.

Ainda somos um país movido por reatividade, ao sabor dos acontecimentos, compelido à ansiedade dos improvisos, “jeitinhos”, sobressaltos e das crises em looping. Precisamos e merecemos colher lá na frente os bons frutos que um planejamento cuidadoso – seguido por uma execução eficiente – pode nos dar.

No Crea-DF, estamos atentos à importância do planejamento como base para decisões mais racionais, eficientes e eficazes. Ele nos auxilia em fazer valer nosso compromisso de melhorar nossos processos, não só em celeridade, mas também em qualidade. Há muito a melhorar, e é o que estamos buscando. Não desejamos e tampouco nos permitimos ficar na posição de detentores do poder para fiscalizar o exercício profissional, sem contribuir com o nosso próprio aprimoramento e, por consequência, com o desenvolvimento da sociedade. Temos muito claro nosso compromisso com o progresso do Distrito Federal.

Um dos nossos objetivos é fazer com que as demandas que chegam até nós sejam resolvidas não como urgências, mas, sim, preferencialmente, na fluidez do andamento natural dos processos. Para isso, temos investido tanto em planejamento como em tecnologia, disponibilizando, por exemplo, vários serviços online, como o registro e verificação de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). E novidades estão a caminho.

Melhorar processos para facilitar a vida das pessoas é um compromisso e também uma responsabilidade. Afinal, ninguém deve ser prejudicado em suas programações, nem ter suas necessidades travadas pelos órgãos da administração pública. A sociedade, incluindo os profissionais e as empresas, precisa ter a segurança de que os prazos serão cumpridos.

A conclusão que chego é que planejar e cumprir, além de fundamental, é uma questão de respeito com a sociedade. Especialmente neste momento, em que o que mais precisamos são certezas, e não mais surpresas.

Engª. Fátima Có
Presidente

Última modificação em Terça, 13 Novembro 2018 19:22
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