CREA-DF
Sexta, 09 Março 2018 20:08

GDF recua e ainda não sabe se irá demolir o viaduto do Eixão

Escrito por Destak
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Depois de ter anunciado na semana passada, que o viaduto que desabou na Galeria dos Estados não ia precisar ser demolido e apenas recuperado, o governo do Distrito Federal voltou atrás. Agora o Executivo alega que irá analisar os custos das obras para tomar a decisão final. A divergência veio depois que a Universidade de Brasília (UnB) apresentou um laudo afirmando que toda a estrutura do viaduto estava comprometida.

 

Na manhã desta quinta-feira (8), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-DF) apresentou um segundo estudo, feito pelo professor Pedro Almeida da Universidade de São Paulo (USP), onde seria possível fazer apenas a recuperação da parte que desabou. "O Pedro Almeida fez um laudo onde ficou provado que seria possível apenas recuperar as alças de sustentação da obra e reaproveitar todo o restante, sem a necessidade de demolir tudo", afirmou a presidente do Crea, Fátima Có.

Com o impasse das informações, o diretor do Departamento de Estradas e Rodagens (DER-DF), Márcio Buzar, afirmou que os dois estudos serão levados em consideração para cravar o que será feito na obra. "Vamos analisar o custo e a segurança das duas opções, e aí sim, o governo irá tomar a melhor decisão", afirmou. De acordo com o Buzar, o projeto com valores e tempo de intervenções deverá ser apresentado nos próximos dias.

A UnB fazia parte do grupo de trabalho montado pelo governo para decidir o que seria feito com o viaduto. Mas de acordo com o professor da instituição, Marcos Honorato, o GDF tinha decidido pela recuperação sem apresentar nenhum estudo. "Nós estamos falando o porquê precisa demolir tudo, a infiltração comprometeu toda a estrutura, se o restante não tivesse sido escorado as outras partes iriam cair", afirmou Honorato.

Já o engenheiro da USP, que realizou o estudo para o Crea, afirma que demolir toda aquela obra seria uma irresponsabilidade ambiental. "Não estou falando só por achar, o problema dessa obra foi no projeto da concepção, como não teve manutenção ela acabou caindo. Eu fiz vários testes e posso afirmar que apenas trocar os cabos de aços e reerguer o que caiu será o suficiente e não precisaríamos demolir uma obra apenas para gerar mais lixo para o meio ambiente", afirmou o Pedro Almeida.

Mudança de opinião

Em fevereiro, a posição do Crea era de que tudo precisaria ser demolido. Um dia após o desabamento, o conselho mostrou um relatório de 2009 onde pontuava a necessidade de o GDF tomar "providências imediatas" em relação à "condição patológica" do viaduto. O ponto citado era exatamente onde parte da estrutura ruiu.

"Eu não sou especialista neste tipo de obra. Na época fizemos uma analise o olho nú, e por isso pediamos a demolição. Como queriamos ter a certeza solicitamos o estudo do professor da USP", explicou Fátima Có.

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